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27/01/2009

Financiamento Imobiliário

 

Com o atual momento de crise pelo qual passa a economia mundial, muita gente que gostaria de iniciar um financiamento imobiliário está temerosa e não sabe se este é realmente o momento certo para tomar tal decisão. Caso este seja o seu problema também, preste atenção na opinião dos especialistas. De acordo com a Cadmesp (Consultoria em Defesa dos Mutuários), a variação das taxas de juros, assim como a instabilidade em relação à da manutenção do emprego, pedem cautela ao consumidor. Segundo a consultoria, muitas das grandes empresas, principalmente exportadoras, estão negociando demissões com os sindicatos. Além disso, diz a entidade, os bancos tendem a aumentar os juros para continuar emprestando e devem ficar ainda mais severos com o consumidor, especialmente, quando se tratar de negociações de dívidas. "É importante lembrar que o financiamento imobiliário possui regras específicas, portanto, as reduções de taxas, anunciadas por diversos bancos, devido ao corte na taxa Selic, não refletirão nos contratos de financiamentos, talvez, um pouco, nos financiamentos hipotecários", avalia o presidente da Cadmesp, Marcelo Donizetti.

Não há com que se alarmar.

A Cadmesp acredita ainda que as dívidas dos mutuários continuarão sendo renegociadas, porém, estes terão de concordar com as imposições feitas pela instituição financeira, que, apesar de trazer propostas que facilitam o pagamento, podem também aumentar o valor do débito. Por outro lado, entidades como o Secovi (Sindicato da Habitação de SP) e o Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo) acreditam que o brasileiro não tem motivos para adiar o sonho da casa própria. "O financiamento imobiliário continua normal. O índice de inadimplência é baixo, as taxas de juros de quem aumentou devem retroagir e, além disso, temos uma legislação muito transparente. Não há perigo", afirmou o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto. Opinião parecida possui o economista-chefe do Secovi, Celso Luiz Petrucci, para quem a maior seletividade na concessão de crédito é uma medida pontual e passageira. "As taxas de juros continuam atrativas. Não faltarão recursos. A única coisa é que o financiamento seja feito de forma responsável, sem ser por impulso."

Fonte: InfoMoney

Data: 26/01/2009

Fonte: http://www.sindimoveis-rs.com.br/index.php?page=detalhes&txt_cod=364

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